A MÃE DO COMUNISTA
A MÃE DO COMUNISTA
A mãe do comunista estava na prisão, esperando pelo
julgamento de seu filho , que tinha sido preso por participar de uma
manifestação operária. Sabia que ele era inocente, que ele só queria um mundo
melhor para todos. Se orgulhava dele, de sua coragem e de sua bondade.
Tinha recebido uma carta dele, dizendo que não
tinha medo da morte, que estava pronto para sacrificar sua vida pela causa do
povo. Sentiu uma mistura de admiração e dor ao ler suas palavras. Queria vê-lo,
abraçá-lo, dizer-lhe que o amava.
Teve a oportunidade de visitá-lo no dia do
julgamento. Foi escoltada por dois guardas até a cela onde ele estava. Entrou e
viu seu filho sentado em um banco de madeira, algemado e pálido. Ele sorriu ao
vê-la e se levantou para abraçá-la.
- Mãe, que bom que você veio!
- Meu filho, meu querido filho!
Eles se abraçaram com força, sem se importar com
os guardas que os observavam. Eles trocaram algumas palavras de carinho e
esperança. Eles sabiam que aquele seria o último encontro.
- Mãe, não chore por mim. Eu estou feliz por ter
lutado pelo que acredito. Eu sei que um dia o povo vai se libertar da opressão
e da miséria.
- Meu filho, você é um herói. Você é a luz da
minha vida. Eu te amo mais do que tudo.
- Eu também te amo, mãe. Você é a melhor mãe do
mundo.
Eles se beijaram e se despediram. Os guardas os
separaram e levaram Pavel para o tribunal. A mãe ficou na cela, chorando e
rezando.
Ouviu os gritos da multidão do lado de fora. Ouviu
o nome de seu filho sendo pronunciado pelo juiz. Ouviu a sentença: morte por
enforcamento.
Ela sentiu uma dor insuportável no peito. Caiu
no chão e perdeu os sentidos.
Mas então ela ouviu uma voz familiar.
- Mãe? Mãe, acorde!
Ela abriu os olhos e viu seu filho mais novo,
que a sacudia pelo ombro. Estava em sua casa, em seu quarto, em sua cama. Não
estava na prisão, nem seu filho estava condenado à morte. Era tudo um sonho.
Suspirou aliviada e abraçou seu filho.
- O que houve? Você teve um pesadelo?
- Sim, eu tive... Foi horrível...
- Não se preocupe, mãe. Está tudo bem agora.
Você está segura.
- Obrigada, meu filho... Eu te amo.
- Eu também te amo, mãe.
Eles se abraçaram por um longo tempo, enquanto o
sol entrava pela janela e iluminava o quarto.
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