A ESCOLHA DA SABEDORIA
A ESCOLHA DA SABEDORIA
Era uma vez um homem que tinha o dom de
escolher. Podia escolher qualquer coisa que quisesse, sem dúvida, sem
arrependimento, sem culpa. Achava que a escolha era a maior virtude de todas,
pois trazia liberdade, responsabilidade, consciência e sabedoria. Vivia feliz
em sua casa no deserto, perto de muitos sábios orientadores.
Um dia, recebeu a visita de uma deusa que estava
disfarçada de viajante. A deusa lhe propôs um enigma: escolher entre dois
caminhos. O homem da escolha aceitou o enigma, confiante de que não seria
difícil. A deusa ficou curiosa com o comportamento do sábio, mas não quis ser
injusta e lhe mostrou os dois caminhos.
Na manhã seguinte, o homem da escolha se
preparou para o enigma e viu os dois caminhos: um era largo e fácil, cheio de
flores e frutos; o outro era estreito e difícil, cheio de pedras e espinhos. Tinha
que escolher um dos dois caminhos e seguir até o fim. A deusa observava
atentamente, esperando por sua decisão.
Foi então que o homem da escolha percebeu que
havia algo de oculto nos dois caminhos. Olhou com mais atenção e viu que o
caminho largo e fácil terminava em um abismo sem fundo; o caminho estreito e
difícil terminava em um paraíso sem fim. Eles não eram o que pareciam ser, mas
o oposto. O homem da escolha ficou surpreso e escolheu o caminho estreito e
difícil.
A deusa finalmente revelou sua identidade e
disse:
- Eu sou a fortuna. Fui enviada por um mestre
que me ensinou a virtude da escolha. Ele me disse que se eu escolhesse bem, eu
seria sábio.
E assim que ela terminou de falar, ela abençoou
o homem da escolha.
O sábio ficou feliz e saiu caminhando pelo
caminho estreito e difícil. Nunca mais esqueceu daquela experiência e aprendeu
a valorizar a aparência e a essência.
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